Mulheres na liderança do IFB
Para iniciar a série de relatos sobre a atuação de mulheres no IFB, reunimos depoimentos de quatro líderes que estão à frente da instituição.
A presença feminina em cargos de gestão tem se ampliado e hoje se reflete na estrutura do IFB: além da reitora, três campi são dirigidos por mulheres. Das cinco pró-reitorias, quatro também estão sob liderança feminina. Durante o ConectaIF 2025, a reitora Veruska Machado e as diretoras de campus compartilharam desafios e conquistas de suas trajetórias. Neste 8 de março, trazemos suas falas como reconhecimento e inspiração.
“Hoje, nós temos a grata satisfação de contar com 30% de mulheres no nosso colégio de dirigentes. É muito interessante destacar que conseguimos vencer desafios ocupando esses lugares. Se não os ocuparmos, não abrimos possibilidades para que outras mulheres, no futuro, tenham coragem de assumir esses espaços. A gestão exercida por mulheres traz outros olhares, e esses olhares são essenciais para a nossa sociedade. É nessa perspectiva que chamamos as mulheres a se interessarem pela política e pela gestão, estimulando candidaturas a cargos de liderança. Apesar de todos os desafios, estamos aqui: fazemos muito, nos divertimos, nos apoiamos. A sororidade também é essencial.” Veruska Machado, reitora do IFB, docente da área de Letras
“Considero dirigir o IFB Campus Riacho Fundo uma tarefa muito importante. O maior desafio que enfrentei ao assumir a gestão foi lidar com as violências cotidianas, que se manifestam de diferentes formas. É fundamental promover o letramento de gênero por meio das nossas ações e experiências, que também impactam nossas estudantes. É essencial que servidoras, colaboradoras e estudantes vejam mulheres nesses cargos e se reconheçam nesse lugar. Quando ocupamos esses espaços, abrimos caminho para novas oportunidades, novos olhares e novas possibilidades. Precisamos internalizar que podemos fazer o que quisermos, onde e quando quisermos.” Alessandra Silva de Sousa Neves, diretora-geral do IFB Campus Riacho Fundo, docente de Língua Espanhola
“Não há como ser mulher sem enfrentar violências diárias. Muitas vezes nos acostumamos a nos encaixar e fingir que não aconteceu, até por uma questão de sobrevivência. O grande desafio é conciliar a vida pessoal, ainda marcada por expectativas tradicionais do papel feminino — de mãe, esposa, filha — com as atribuições da gestão. Enquanto muitos homens conseguem delegar funções domésticas, as mulheres acumulam responsabilidades. Agora que conquistamos esses espaços, não podemos recuar: precisamos trazer mais mulheres, porque políticas e gestões também devem ser pensadas para nós. Afinal, vivemos em uma sociedade formada por mais de 50% de mulheres.” Christine Rebouças Lourenço, diretora-geral do IFB Campus Brasília, docente de Física
“Percebo que sempre precisamos reafirmar nossa capacidade. Mesmo eleitas, a cada decisão ou planejamento há uma necessidade constante de justificar, como se não fôssemos capazes de efetivar melhorias para o coletivo — no nosso caso, para o campus e para o IFB. A principal mensagem que quero deixar é: sim, nós somos capazes. É difícil, é desafiador, mas precisamos estar nesses espaços. Nosso olhar é acolhedor, é o olhar de mulher, de mãe. Nós merecemos estar aqui, somos competentes e realizamos uma excelente gestão.” Andresa Cristina de Andrade, diretora-geral do IFB Campus Gama, docente de Engenharia Ambiental.
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