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Alunas dos cursos Técnico Subsequente em Evento e Superior em Gestão Pública analisam questões de gênero no Campus Brasília

Criado: Sexta, 10 de Novembro de 2017, 12h45 | Publicado: Sexta, 10 de Novembro de 2017, 12h45 | Última atualização em Sexta, 10 de Novembro de 2017, 12h45 | Acessos: 1689

 " Quem tem boca vai pra roda, pois cala boca já morreu", este é o tema do projeto desenvolvido por estudantes dos cursos de Eventos e de Gestão Pública, no Campus Brasília, o qual propõe fortalecer as relações entre as estudantes, as professoras, as funcionárias e a comunidade, a partir de metodologias que empoderem mulheres. Uma das vertentes do projeto é o de se falar em público, apresentar argumentos e saber defender ideais.

O debate começou no dia 06 de novembro, com a Roda de Conversa sobre o empoderamento feminino. E agora, terá uma Oficina de Escrita Criativa para mulheres, em seguida a realização de batalha de poesia falada, além de show musical com cantautor (compositoras cantoras) da cidade.

Não haverá inscrições prévias. As apresentações serão nos pilotis dos prédios B, no Campus Brasília.

Uma das organizadoras é a aluna Lélia de Castro, para quem o projeto Quem tem boca vai pra roda “tem comprometimento com o transfeminismo. Portanto, mulheres transexuais e travestis também são bem-vindas. ” Para as promotoras do evento, a literatura que trata linguagem e gênero (Lakoff, 1975; Caldas-Coulthard, 2007, entre outras) aponta os usos da linguagem não só como reprodutores de desigualdades sociais, mas também capazes de criar e atuar ativamente na manutenção dessas desigualdades. E analisam como hegemonias de gênero se articulam às de raça para, juntas, fundamentar práticas sociais de exclusão e silenciamento desde e pela linguagem.

Tais pesquisas afirmam que o domínio do contexto público é construído de forma a receber preferencialmente a palavra dos homens, e às mulheres cabem os espaços privados. Esta dinâmica permite estereótipos associando mulheres a conteúdos impróprios, a fofoca, por exemplo. Lélia acrescenta uma reflexão de Audre Lorde que no poema "Uma ladainha pela sobrevivência", que: Quando falamos nós temos medo / nossas palavras não serão bem-vindas nem ouvidas / Mas quando calamos nós também temos medo / Então é melhor falar / Lembrando que / Nem esperavam que sobrevivêssemos.

Para as estudantes de Eventos e Gestão Pública o âmbito educacional pode ocupar um lugar expressivo na manutenção dessas hierarquias, ou um espaço de desconstrução das mesmas, fornecendo subsídios para mudanças sociais. Segundo a poeta e cantora, e uma das idealizadoras do projeto, Tatiana Nascimento, “a necessidade pela autoafirmação e auto expressão para abalar o mundo duro que tenta o tempo inteiro nos convencer de que alguém pode nos calar, nos representar ou falar pela gente é importante para que saibamos nos representar e isso só é possível quando todas falam, cada uma com sua própria voz. ”

 

Serviço

Quem tem boca vai pra roda

 

21/11 - Oficina de escrita criativa para mulheres. Estimular a produção e registro de mulheres falando sobre elas mesmas e Slam das Minas um espaço confortável, seguro, acolhedor e empoderador pra lésbicas e mulheres expressarem suas palavras afiadas.

Local- Campus IFB, bloco B, às 14h, inscrições na hora e capacidade para 20 pessoas.

 

01/12 - Quanta! São uma série musical, poética, audiovisual de arte autoral feita por mulheres trans ou cis, lésbicas, bissexuais, feministas do/no Distrito Federal.

Horário: 16h30

Local: IFB – Campus Brasília (Setor de Grandes Áreas Norte – 610 – Asa Norte)

Horário: 18h30

 

 

 

 

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