Do brilho ao negócio: oficina no IFB desvenda os segredos do mercado de luxo
Comandada por Lanne Karla Leão, a oficina na Enedes debateu estratégias de posicionamento, comportamento do consumidor de alto padrão e movimentação bilionária do setor no Brasil.
Brasília – Mais do que estética, o mercado de luxo é movido por propósito, exclusividade e pertencimento. Foi com essa premissa que a especialista em Marketing e Desenvolvimento Humano, Lanne Karla Leão, conduziu a oficina exclusiva "Do Brilho ao Negócio: o guia para vender semijoias no mercado de luxo". Realizado na tarde dessa quarta-feira (27/5), na Escola de Negócios e Desenvolvimento Social (Enedes) do Instituto Federal de Brasília (IFB), o evento reuniu empreendedoras e entusiastas do setor para debater o reposicionamento de marcas e o encantamento de clientes de alto padrão.
Lanne abriu a oficina provocando o público sobre a importância de alinhar a vida pessoal e os negócios a um propósito claro. Segundo a especialista, no segmento de acessórios de luxo, a verdadeira missão de uma marca deve ser proporcionar elegância, sofisticação e personalidade. "No luxo, vende-se muito mais do que acessórios. Vende-se memória e pertencimento", destacou a facilitadora.
Como o cliente desse nicho prioriza a exclusividade, detalhes como garantia e certificação internacional deixam de ser meros diferenciais e passam a ser regras indispensáveis para transmitir segurança e atestar a alta qualidade das peças.
Para embasar o potencial do setor, a palestrante apresentou dados sobre o cenário nacional: o mercado de luxo brasileiro movimenta cerca de R$ 100 bilhões por ano, registrando um ritmo constante de crescimento de 12% ao ano.
De acordo com Lanne, a grande tendência atual é o consumo de itens exclusivos e que carreguem identidade cultural e nacional. Ela citou como exemplo o sucesso de bolsas feitas com couro de píton e jacaré de origem legalizada, unindo matérias-primas nobres ao design autoral brasileiro.
Um dos pontos altos da tarde foi o detalhamento dos perfis psicológicos e comportamentais do cliente de alta renda.
A oficina também trouxe lições práticas de comunicação. Lanne demonstrou como a abordagem verbal deve ser sofisticada, mas sem parecer artificial.
A participante Cristiane Cordeiro, empreendedora do Acessórios Finos, elogiou a iniciativa e disse que a oficina “foi uma experiência bem bacana. Teve uma coisa muito interessante que achei nela: eu vim voltada para o meu segmento, que é o mesmo dela, e aqui havia pessoas de outros segmentos. Ainda assim, ela conseguiu abranger a todos, inclusive com exemplos práticos do dia a dia”.
Para consolidar o aprendizado, a oficina encerrou-se com uma atividade prática e dinâmica. Os participantes foram desafiados a montar uma vitrine no Lab Boutique da Enedes, utilizando semijoias, bolsas e acessórios femininos.

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