Arte, ancestralidade e formação: estudantes do IFB visitam exposição no CCBB
Na última sexta-feira, 17 de abril, estudantes do curso de 2ª Licenciatura em Letras – Português do Instituto Federal de Brasília (IFB), Campus Ceilândia, participaram de uma visita técnica ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. A atividade teve como destino a exposição Ancestral: Afro-Américas, reunindo arte, reflexão crítica e formação cultural em um mesmo percurso.
A mostra, em cartaz no CCBB Brasília, propõe um mergulho na ancestralidade afro-diaspórica por meio das artes visuais. Com um amplo conjunto de obras de artistas negros do Brasil e dos Estados Unidos, a exposição estabelece conexões entre diferentes territórios e experiências, destacando a força estética, política e simbólica das heranças africanas nas Américas.
Durante a visita, os estudantes tiveram a oportunidade de entrar em contato com produções artísticas que dialogam com questões como identidade, memória, pertencimento e resistência. A diversidade de linguagens — que inclui pinturas, esculturas, fotografias e instalações — amplia o olhar sobre a contribuição de artistas negros para a construção da arte contemporânea e para a compreensão das dinâmicas culturais que atravessam o Brasil e outros contextos da diáspora africana.
Mais do que uma atividade complementar, a visita técnica se configura como um importante momento de formação docente. Ao vivenciar a exposição, os licenciandos ampliam seu repertório cultural e fortalecem práticas pedagógicas comprometidas com a educação antirracista, temática central tanto na formação em Letras quanto nas discussões contemporâneas sobre currículo e diversidade.
A professora Suiane destaca que a experiência também dialoga diretamente com os conteúdos trabalhados em sala de aula. Segundo ela, a visita aproxima os estudantes daquilo que estão aprendendo nas aulas de Fonética e Fonologia, ao evidenciar que o português do Brasil recebeu uma grande herança linguística dos povos africanos. “Quando os estudantes entram em contato com essas expressões culturais e históricas, eles conseguem compreender que a língua não é neutra, mas resultado de processos sociais, históricos e culturais”, afirma.
A escolha da mostra Ancestral: Afro-Américas reforça, assim, o compromisso do curso com uma educação crítica e sensível às questões étnico-raciais, especialmente ao evidenciar narrativas historicamente marginalizadas. Ao aproximar os estudantes de espaços culturais e de produções artísticas engajadas, a atividade contribui para a construção de uma prática docente mais consciente, reflexiva e socialmente comprometida.
A exposição tem entrada gratuita e segue aberta ao público no CCBB Brasília, oferecendo uma oportunidade acessível de contato com produções artísticas que valorizam a ancestralidade e a diversidade cultural.
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