Oficina do Neabi promove reflexão sobre racismo recreativo
Na sexta-feira, 24 de abril de 2026, o Instituto Federal de Brasília (IFB) Campus Ceilândia foi palco de uma importante ação educativa promovida pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi). A oficina, voltada para uma turma do 2º ano do curso técnico integrado, abordou o tema do racismo recreativo — prática muitas vezes naturalizada em interações cotidianas, mas que reforça estigmas e desigualdades raciais.
A iniciativa surgiu a partir da demanda de um professor da turma, que identificou a recorrência de comportamentos e falas entre os estudantes que reproduziam esse tipo de racismo. Diante da situação, o Neabi foi acionado para intervir pedagogicamente, articulando uma proposta formativa que possibilitasse o debate crítico e a conscientização dos jovens.
A oficina foi construída com base em leituras e estudos previamente realizados pelos integrantes do núcleo, que se dedicaram à compreensão teórica do racismo recreativo e suas implicações sociais. A partir disso, estruturaram uma atividade dinâmica, que incluiu momentos de leitura, discussão em grupo e análise de situações do cotidiano escolar.
Durante o encontro, os estudantes foram convidados a refletir sobre como piadas, apelidos e comentários aparentemente inofensivos podem carregar conteúdos racistas e contribuir para a manutenção de desigualdades. A mediação buscou criar um ambiente seguro para o diálogo, incentivando a escuta ativa e o respeito às diferentes experiências.
Segundo integrantes do Neabi, a proposta vai além de uma ação pontual. A expectativa é que a oficina seja ampliada para outras turmas do campus, alcançando todo o corpo discente ao longo do ano. Além disso, o núcleo pretende desenvolver novas atividades formativas, consolidando uma agenda contínua de educação antirracista no IFB.
A ação reforça o papel do Neabi como agente fundamental na promoção da equidade racial e no enfrentamento às diversas formas de racismo no ambiente escolar, contribuindo para a formação de estudantes mais críticos, conscientes e comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa.
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