Estudantes participam de visita técnica ao patrimônio histórico, religioso e cultural de Planaltina
Estudantes dos cursos de Licenciatura em Letras-Espanhol e Segunda Licenciatura em Letras-Português do Campus Ceilândia do Instituto Federal de Brasília (IFB) participaram de uma visita técnica e cultural a Planaltina (DF) nos dias 15 e 16 de outubro de 2026, acompanhados pelas docentes de Língua Portuguesa.
Coordenada pela professora Dra. Andreia Lívia de Jesus Leão, a atividade contou com o apoio do Programa de Desenvolvimento Técnico-Científico da Coordenação de Assistência Estudantil e Inclusão Social (CDAE) do IFB Campus Ceilândia, que contribuiu para custear a estadia dos participantes.
No primeiro dia, o grupo visitou o Terreiro de Candomblé Ilê Axé Omò Orã Xaxará de Prata, localizado na região de Arapoangas, oportunidade que o grupo teve de conhecer as dependências do terreiro, as hortas tradicionais e o Vale dos Orixás, além de participar de uma contação de história sobre Oxum e de atividades relacionadas aos saberes ancestrais, às práticas de cuidado e à gastronomia afro-brasileira, incluindo uma demonstração de preparo de acarajé. A experiência promoveu reflexões sobre a preservação das tradições de matriz africana e o enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa.
A programação do segundo dia incluiu também o Vale do Amanhecer, onde os estudantes conheceram o Morro Salve Deus, o Lago de Yemanjá, a Casa-Museu de Tia Neiva, a Estrela Candente (Solar dos Médiuns) e o Templo Mãe. Com o acompanhamento de representantes da comunidade, o grupo conheceu aspectos históricos e simbólicos da doutrina, refletindo sobre as relações entre religiosidade, arquitetura, linguagem e identidade cultural.
Na tarde do segundo dia, o circuito histórico e cultural contemplou o Museu Histórico e Artístico de Planaltina, a Praça Coronel Salviano Monteiro Guimarães, a Igrejinha de São Sebastião, a Estátua de Louis Cruls, e a Feira de Hortifrutigranjeiros. O percurso permitiu conhecer referências da memória local, do patrimônio histórico, da produção artesanal e das manifestações culturais da região.
A visita contribuiu para ampliar o repertório cultural dos estudantes e fortalecer a reflexão sobre a diversidade religiosa e as relações étnico-raciais. A experiência também dialoga com a Lei nº 10.639/2003, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas de ensino fundamental e médio. Ao aproximar os conhecimentos acadêmicos das realidades socioculturais visitadas, a atividade reforçou a importância de uma formação docente crítica, inclusiva e comprometida com o respeito à diversidade e com a educação antirracista.

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