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Tese de professora do IFB Campus Brasília recebe menção honrosa no Prémio UnB de Pós-Graduação 2022

Criado: Sexta, 04 de Novembro de 2022, 12h20 | Publicado: Sexta, 04 de Novembro de 2022, 12h20 | Última atualização em Sexta, 04 de Novembro de 2022, 12h20 | Acessos: 103

A tese de doutorado da pesquisadora e professora de História do Instituto Federal de Brasília, Dayane Augusta Santos da Silva, foi uma das vencedoras no Prémio UnB de Pós-Graduação – 2022.  

O trabalho - que foi defendido em 06 de dezembro de 2021, sob orientação do professor Anderson Oliva, da Universidade de Brasília, tem como título “Na cobertura da retaguarda-mulheres angolanas na luta anticolonial (1961-1974)”.  

É resultado de uma investigação realizada em Angola e Portugal, entre os anos de 2016 e 2021. A escrita da tese foi apoiada em densa documentação coletada junto aos Arquivos da Biblioteca Nacional de Angola, da Organização da Mulher Angolana, da Associação Tchiweka de Documentação (em Luanda), do Arquivo Histórico Militar, do Arquivo Histórico da Defesa, do Arquivo da Torre do Tombo, da Sociedade de Geografia de Lisboa e da Hemeroteca (todos estes em Lisboa).

A inovação da tese está tanto em seu diálogo com as teorias e estudos de gênero, produzidos sobre os contextos africanos e diásporicos, como ao enfocar a participação de mulheres “anônimas”, camponesas, e que integravam os três movimentos de libertação nacional em Angola (MPLA, UNITA e FNLA). A historiografia, até então construída, focava suas atenções, essencialmente, na participação de destacadas personagens que passaram a fazer parte do imaginário nacional e coletivo angolano, quase todas vinculadas ao MPLA. Essas mulheres angolanas “anônimas e guerrilheiras, como destaca-se na tese, desenvolveram ações fundamentais de guerra, no apoio e trabalho logístico, tanto na linha de frente como na retaguarda, sem as quais a luta anticolonial seria inexequível.  O trabalho nas bases, e muitas vezes fora delas, cortando cafeeiros, bananeiras, tirando os paus da estrada, cavando as fossas para os carros não passar, fazendo kisaka, fuba, por fim, trabalhando nas lavras, eram parte desse suporte, intitulados por elas mesmas “trabalhos da revolução”, tarefas constituídas enquanto ações fundamentais de guerra, nas atividades logísticas de retaguarda. 

A partir de perspectiva inovadora e de crescente interesse na historiografia africana e angolana, a pesquisa contribuiu para ampliar as narrativas sobre a participação da mulher angolana na luta de libertação de Angola contra o domínio colonial português, entre os anos de 1961 e 1974. Demarcou, portanto, posicionamento contra a essencialização e universalização das experiências.

A Cerimônia de Premiação ocorrerá no dia 06 de dezembro, às 19 horas, em local a ser divulgado do Campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília.  

Veja o resultado do Prémio UnB de Pós-Graduação, 2022 (clique aqui).

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