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Glicogotas, projeto envolvendo o IFB e o IFRJ, é aprovado no InovaSUS Digital

Criado: Quarta, 06 de Mai de 2026, 15h07 | Publicado: Quarta, 06 de Mai de 2026, 15h07 | Última atualização em Quarta, 06 de Mai de 2026, 16h34 | Acessos: 98

O Glicogotas, tecnologia educacional voltada especialmente para crianças e adolescente com diabetes tipo 1, passa a integrar o ambiente colaborativo do Laboratório InovaSUS Digital, espaço voltado ao desenvolvimento e à disponibilização de tecnologias inovadoras aplicadas à saúde para a população. O projeto é desenvolvido por pesquisadores dos Institutos Federais de Brasília (IFB) e do Rio de Janeiro (IFRJ).

A iniciativa foi aprovada em edital nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e passará a fazer parte de um ecossistema nacional de soluções digitais em saúde, fortalecendo sua proposta de democratizar o acesso à informação e apoiar o cuidado com doenças crônicas, como o diabetes.

A ferramenta foi pensada para apoiar desde o primeiro contato com o diagnóstico sobre a Diabetes Tipo 1, doença crônica que geralmente aparece na infância e adolescência, em que o pâncreas é atacado pelo próprio sistema imunológico da pessoa. Com isso, ele produz pouca ou nenhuma insulina, hormônio responsável por permmitir a entrada de glicose nas células. A falta de insulina faz os níveis de açúcar no sangue subirem e a pessoa passa a sentir sede excessiva, fome, cansaço, vista turva entre outros sintomas.

Quando geralmente os pais ou responsáveis descobrem a diabetes na criança ou adolescente, é comum ter dúvidas, inseguranças e mudanças significativas na rotina de todos em casa. Por meio de linguagem simples e abordagem lúdica, o Glicogotas contribui para que os jovens compreendam melhor a doença e desenvolvam autonomia no cuidado com a própria saúde.

Compromisso

Sharon Landgraf, professora do IFB, e uma das orientadoras de pesquisa e extensão do Glicogotas, conta que a iniciativa foi da hoje bióloga Talita Kellen, na época estudante do IFRJ, a partir de sua própria experiência quando criança. O projeto virou estudo para conclusão de curso dela e da amiga Thalia Candido, orientada pela Profa. Sharon, farmacêutica, pós-doutora em Ciências e Fisiologia, estudo das funções e mecanismos físicos e químicos que sustentam a vida, com ênfase na hipertensão e doença renal.
Em Brasília, a pesquisa foi abraçada pelo professor Tiago Segato, da área de Informática do IFB Campus Brasília, e, financiada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do DF (FAP-DF). O desenvolvimento do GlicogotasApp foi realizado pelas tecnólogas em Sistemas para Internet, Jordana Rosa e Karyne Lorrany, e, atualmente, a estudante Jakeline Honório desenvolve o Glicogotas Web.  No IFRJ o projeto tem ainda a orientação focada em comportamento e saúde da Profa. Fabrícia Fonseca, pós-doutora em Neuroendocrinologia e Felipe Cáboi, biólogo pesquisador em Jogos Sérios (gamificação para a educação).

“Tudo começou com um livro feito de feltro e jogos analógicos, depois virou um e-book e veio a gamificação. Após a aprovação em comitês de ética, os produtos foram testados por profissionais de saúde e usuário do sistema público especializado em Diabetes no Distrito Federal”, contou a Profa. Sharon.

Disponível para todas as idades

O projeto Glicogotas disponibiliza um conjunto de ferramentas educativas e acessíveis, voltadas ao apoio de crianças, adolescentes e suas famílias no processo de compreensão e cuidado com o diabetes.

O site Glicogotas está em desenvolvimento, mas o público já encontra nele alguns conteúdos educativos, como atividades interativas e orientações sobre alimentação e controle glicêmico, com linguagem simples e abordagem lúdica e também artigos científicos produzidos no desenvolvimento do projeto.  As informações também estão no aplicativo para celular Glicogotas.

Publicado pela Editora IFB, o livro Glicogotas: Descomplicando o diabetes com a Lita apresenta a temática de forma leve e didática, com uma narrativa voltada ao público infantojuvenil.

E no canal no YouTube do projeto reúne jogos, animações e conteúdos audiovisuais que ajudam a entender, de forma divertida, como a alimentação impacta a glicose.

Conteúdos

Um dos principais diferenciais do Glicogotas é a educação em saúde, especificamente em Diabetes, de forma lúdica e acessível. O projeto oferece recursos interativos, como histórias, jogos e atividades educativas, que abordam temas como funcionamento do organismo;  importância do controle glicêmico;  relação entre alimentação, insulina e glicose e hábitos saudáveis no dia a dia.

Ao integrar o InovaSUS Digital, o Glicogotas reforça seu papel como ferramenta de educação em saúde pública, com potencial de uso em escolas, unidades de saúde e projetos sociais. A iniciativa contribui para ampliar o acesso à informação de qualidade e apoiar famílias no enfrentamento do diabetes desde a infância.

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