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Rede Federal mobiliza-se por sustentabilidade e garantia de alimentação escolar

Criado: Quinta, 11 de Junho de 2026, 19h33 | Publicado: Quinta, 11 de Junho de 2026, 19h33 | Última atualização em Sexta, 12 de Junho de 2026, 15h03 | Acessos: 47

Reitores e reitoras de institutos federais de todo o país realizaram, nesta semana, a 5ª Marcha dos Reitores e Reitoras no Congresso Nacional. O evento, que desde o ano passado conta com a parceria ativa de movimentos estudantis, levou ao Parlamento uma agenda focada na defesa institucional e na segurança alimentar dos alunos da Educação Básica da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
A mobilização concentrou-se em duas frentes prioritárias para o futuro da rede: o alinhamento estratégico com a Agenda 2030 da ONU e o financiamento urgente da merenda escolar.
O documento “Dez Objetivos de Desenvolvimento Estratégico e Sustentável para a Rede Federal” vincula os objetivos de desenvolvimento da Rede Federal aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030. A proposta liderada pelos reitores e reitoras é entregar esse plano de metas a todos os candidatos ao Senado e à Câmara dos Deputados. O foco é antecipar o diálogo com a nova legislatura, que assumirá no próximo ano, garantindo um trabalho contínuo de conscientização e defesa do orçamento e da estrutura dos institutos federais. A publicação dialoga especialmente com temas relacionados à erradicação da pobreza, à redução das desigualdades e à promoção de uma educação de qualidade.


Permanência e êxito estudantil
A prioridade absoluta da marcha é a sustentabilidade do recurso para a alimentação escolar. Representantes da Rede Federal alertam para uma contradição legal grave: embora a legislação do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) determine a obrigatoriedade de fornecimento de merenda para toda a educação básica, a Rede Federal hoje não possui condições de custeio suficientes para cumprir essa meta. Como os institutos federais atendem tanto a educação básica quanto a superior, o orçamento atual de custeio não cobre a demanda alimentar de todos os estudantes da base.
Diferente das redes estaduais e municipais, onde o direito à alimentação já está consolidado e financiado nas escolas, a Rede Federal enfrenta dificuldades severas de manutenção desse serviço essencial.
“Muito em breve, a Rede Federal contará com cerca de 270 novos refeitórios. Estamos estruturando os espaços físicos, mas precisamos garantir os recursos necessários para colocar alimentação no prato dos estudantes”, afirma a vice-presidente de Relações Institucionais do Conif e reitora do IFB, Veruska Machado.

O Conif expressou a demanda diretamente para o ministro da Educação, Leonardo Barchini, em sua participação nesta quinta-feira (11/6), na 156ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), realizada em Brasília.

A marcha e o encontro com o ministro encerram com um forte apelo para que o Parlamento e o Governo Federal unam forças em estratégias coletivas. O objetivo final é um só: garantir que a expansão física dos institutos federais venha acompanhada da permanência estudantil e da dignidade alimentar dos alunos.


Com informações e imagens cedidas pelo Conif.

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