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Dia do Orgulho LGBTQIAPN+

Criado: Domingo, 28 de Junho de 2026, 07h00 | Publicado: Domingo, 28 de Junho de 2026, 07h00 | Última atualização em Sexta, 26 de Junho de 2026, 16h37 | Acessos: 15

Em junho celebramos o Orgulho LGBTQIAPN+, em que resgatamos uma história coletiva que começou com a coragem de erguer a voz contra a opressão e que, hoje, se desdobra na beleza de existir plenamente. Mais do que uma celebração, o orgulho é um movimento contínuo de ocupação de espaços nas artes, nas salas de aula e nas decisões que moldam o futuro. É o reconhecimento de que cada identidade carrega em si o direito de se expressar em toda a sua essência e amplitude.

A sigla LGBTQIAPN+ expandiu-se ao longo dos anos para garantir visibilidade a todas as orientações sexuais e identidades de gênero. Ela representa Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros/Travestis, Queer (pessoas cuja expressão de gênero ou orientação não se encaixa em padrões binários), Intersexo (indivíduos com características biológicas de ambos os sexos), Assexuais, Pansexuais, Não binários, e o símbolo "+" acolhe as demais manifestações de diversidade.

Olhar para essa diversidade é entender que cada passo dado hoje foi pavimentado por quem precisou transformar a própria existência em arte para sobreviver. Quando falamos de valor cultural, é impossível não sintonizar a mente na cultura ballroom e no voguing. Nascida nas periferias de Nova York, liderada por mulheres trans e drag queens negras e latinas, a ballroom foi e continua sendo um espaço de acolhimento, criação de famílias escolhidas e pura ferveção política. 

O voguing não é só uma dança estilizada com poses inspiradas na revista Vogue. É uma crônica corporal. Cada linha feita com os braços, cada drop no chão, é um manifesto de quem estava dizendo ao mundo: "Vocês podem não nos ver nas passarelas tradicionais, mas aqui nós somos a própria realeza". Essa herança cultural cruzou os oceanos, furou a bolha do underground e moldou o pop, a moda e a linguagem que consumimos hoje.

A cultura ballroom nos ensinou a criar nossos próprios palcos. E, hoje, esses palcos se estendem para as salas de aula, para a política, para as artes e para a ciência.

"Do que você se orgulha hoje?"

"Estamos demonstrando cada vez mais para a sociedade a nossa competência e a nossa visão de mundo, provando que podemos, sim, transformar a realidade." — Bruna Milayda, do IFB Campus Brasília.

"O que mais me orgulha hoje é a quantidade de pessoas que vêm nos representando, vêm dando espaço pra gente cada vez mais na política, na televisão, na arte. Eu acho que isso tem me trazido um pouco mais de orgulho cada dia mais." — Gabriel Oliveira, do IFB Campus Brasília.

"Eu me orgulho de poder me expressar genuinamente sobre aquilo que me define como ser humano em essência e amplitude. Afinal, a forma como me coloco no mundo é também a forma como revelo minha sensibilidade diante do que tenta ser único, fixo ou imposto." — Gabriel, do IFB Campus Brasília.

Os relatos de Bruna, Gabriel e Gabriel Oliveira mostram que o orgulho hoje vai muito além de resistir ou sobreviver. Trata-se de ocupar espaços com inteligência, talento e atitude. Sentir orgulho agora significa ver a comunidade LGBTQIAPN+ conquistando destaque na ciência, liderando debates na política e transformando o cenário artístico. Ao desafiar padrões antigos com sensibilidade e competência, essa nova geração deixa claro que não há mais volta. O caminho está aberto, e o futuro, sem dúvida, será cada vez mais plural.

O que o IFB oferece?

Como instituição comprometida com a inclusão e a equidade, o Instituto Federal de Brasília não apenas abre as portas para a diversidade, mas desenvolve políticas contínuas de apoio por meio do Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual (Nugedis).

O Nugedis atua diretamente no acolhimento, orientação e escuta ativa de alunos e servidores. Entre as ações práticas oferecidas pelo núcleo estão:

  • o suporte em casos de violência, assédio ou discriminação por identidade de gênero e orientação sexual;
  • o incentivo ao uso do Nome Social em registros acadêmicos e funcionais, garantindo a dignidade de pessoas trans e travestis;
  • a promoção de debates, oficinas pedagógicas, palestras e clubes de leitura voltados à conscientização da comunidade escolar sobre direitos e pluralidades.
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