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Campus Riacho Fundo promove a 1ª Jornada do Conhecimento com o tema sabores e saberes do Cerrado

Criado: Quinta, 04 de Julho de 2019, 10h30 | Publicado: Quinta, 04 de Julho de 2019, 10h30 | Última atualização em Quinta, 04 de Julho de 2019, 14h55 | Acessos: 101

O Campus Riacho Fundo recebeu, no último sábado (28), a 1ª Jornada do Conhecimento, que tratou do tema “Sabores e saberes do Cerrado”. O evento integra as atividades do projeto de extensão Cerrado Food LAB, que tem como objetivo potencializar o uso sustentável dos produtos da sociobiodiversidade do Cerrado na gastronomia brasiliense.

A coordenação científica do evento é uma realização dos cursos Tecnologia em Gastronomia e Licenciatura em Geografia. “Entendemos que estamos num momento decisivo para definir estratégias para a conservação do segundo maior bioma brasileiro, e a gastronomia tem sido um elemento importante nesse processo”, complementa a professora Ana Paula Jacques, coordenadora-geral do evento e do projeto de extensão. 

Ao longo do sábado, mais de cem participantes circularam pelo Campus Riacho Fundo. A programação foi extensa e distribuída ao longo da manhã e tarde, entre painéis, oficinas práticas, rodas de conversa e sessão de cinema. No Auditório do campus, o primeiro painel, mediado pela professora Edilene Américo, contou com a presença dos pesquisadores Terezinha Dias (Embrapa), André Cunha (UNB Cerrado) e Donald Sawyer (ISPN) e destacou a importância do uso sustentável na conservação do bioma. Na sequência, com a mediação do professor José Vandério, o segundo painel convidou o biólogo Marcelo Kuhlmann e o pesquisador da Embrapa Hortaliças, Nuno Madeira, para apresentarem seus trabalhos sobre a biodiversidade nativa da flora e da fauna.

Por fim, a professora Ana Jacques mediou o painel gastronômico, que contou com os chefs Rita Medeiros (Sorbê) e Matheus Zanella (Matheus Zanella) e Ildete Souza, quebradeira de coco babaçu e colaboradora da Central do Cerrado. “Acompanhei muitas reflexões importantes ao longo desta manhã. Descobri que sei muito pouco sobre o Cerrado, e quero aprender cada vez mais”, aponta Marina, uma das participantes no encontro. 

Para Ildete Souza, o evento foi um sucesso. “A Central do Cerrado entende a importância acadêmica no processo de aproveitamento e valorização dos frutos do extrativismo do Cerrado em beneficio de todos”, complementa. No intervalo, os participantes puderam apreciar um coffee break especial e típico do Cerrado, preparado pelos monitores do projeto: pão de queijo de pequi, broa de milho com pimenta de macaco, mingau de babaçu com crocante de licuri, bolo de pamonha, cookies de jatobá com nibs de cacau, entre outras delícias. 

Após a rodada teórica, o público pôde optar por três oficinas práticas no laboratório de Cozinha. No laboratório 1, o destaque foram as Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs). A atividade foi ministrada pelo professor Alcyr Vianna (IFG) e pela produtora e agricultora familiar Fátima Diogo. No laboratório 2, o chef Leandro Nunes dividiu a bancada e os preparos com ingredientes do Cerrado com a técnica em agroindústria pelo Campus Planaltina Madalena Soares. E no laboratório 3, o chef e produtor Leo Hamu trouxe o tradicional porco na lata  como elemento da identidade local.

Todos os preparos realizados nas oficinas foram degustados em um almoço coletivo. Gnocchi de banana-da-terra com ragu de casca de banana, purê de cará-moela, salada de hortaliças não convencionais, tempurá de peixinho da horta, farofa de baru e porco na lata, por exemplo, foram algumas das receitas servidas no almoço. A produtora Fátima Diogo não escondeu sua alegria por ter participado do evento. “Aprendi muito! Foram tantos conhecimentos trocados ao longo do dia, que só me motiva a cuidar ainda mais das minhas PANCs”. 

Logo depois do almoço, foi realizada uma roda de conversa liderada pelo movimento Slow Food Cerrado e pela Fundação mais Cerrado. Finalizando a intensa programação do dia, os participantes ainda assistiram ao documentário “Ser Tão Velho Cerrado”, com pipoca orgânica temperada com azeite de buriti e pimenta de macaco. 

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