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Do doce de buriti à seriguela: Projeto do IFB produz cerveja com ingredientes do cerrado

Criado: Segunda, 03 de Agosto de 2015, 13h29 | Publicado: Segunda, 03 de Agosto de 2015, 13h29 | Última atualização em Segunda, 03 de Agosto de 2015, 13h37 | Acessos: 2403

Valorizar as riquezas do segundo maior bioma da América do Sul e produzir cerveja artesanal. Foram esses dois objetivos que uniram os professores Adriano Tavares, Ramom Garbin e Tatiana Rotolo. Os docentes do Campus Riacho Fundo do Instituto Federal de Brasília (IFB) desenvolvem, desde o ano passado, um projeto de produção de cerveja artesanal utilizando ingredientes do cerrado.

Os professores Adriano Tavares, Ramom Garbin e Tatiana RotoloApreciadores de cerveja, os três professores submeteram e tiveram o projeto aprovado no edital Fábrica de Ideias Inovadoras (FABIN). Com isso, o grupo conseguiu recursos para adquirir o equipamento e os primeiros insumos para iniciar a produção das amostras.

Até o momento, foram produzidas cervejas com quatro sabores diferentes: Tamarindo (Pale Lager), Mangaba (Brown Ale), Seriguela (Pale Ala) e Doce de Buriti (Dubbel).

“Há uma tendência no mercado das cervejas com sabor e é isso que estamos propondo. Com base nas características de cada ingrediente do cerrado, pensamos o que poderia dar certo. Aí pesquisamos e iniciamos os testes”, explica o professor Adriano.

O presidente da Associação dos Cervejeiros Artesanais do Distrito Federal (AcervA Candanga), Zeca Reino, visitou o campus para conhecer o projeto e ficou satisfeito com o que viu. “Uma boa cerveja se faz com estudo, trabalho e muita dedicação. Essas produções do IFB permitirão entender a influência de diversos ingredientes do Cerrado nos aromas e sabores da cerveja, sempre visando à harmonia”, espera.



O Futuro

Os três pesquisadores contam que pretendem, ainda, testar mais dois ou três novos sabores e realizar pequenos workshops, apresentando aos estudantes dos cursos técnicos de Cozinha e Panificação as possibilidades da cerveja na gastronomia.

“Quem sabe, a partir desse projeto, possamos produzir cerveja para abastecer as aulas do campus e, além disso, utilizar a bebida no desenvolvimento de receitas, não só para harmonização, mas que a gente sempre tenha cerveja disponível para que possamos testar das mais diversas formas possíveis”, espera Tatiana.

Zeca também enxerga esse potencial e vê no Campus Riacho Fundo uma possibilidade de referência no assunto. “A cidade está evoluindo em termos de produção de cerveja caseira e cada vez mais é preciso aprimorar os estudos sobre os processos envolvidos na produção. O IFB pode vir a ser um instituto de referência nessa área”, finaliza.

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