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3ª Oficina de Formação detalha metodologia do Mulheres Mil

Criado: Terça, 25 de Outubro de 2011, 12h36 | Publicado: Terça, 25 de Outubro de 2011, 12h36 | Última atualização em Quinta, 05 de Dezembro de 2013, 10h22 | Acessos: 1768

Começou nessa segunda-feira, 24, e vai até a quarta-feira, 26, a 3ª Oficina de Formação de Gestores do Programa Mulheres Mil, no auditório do Ministério da Educação (MEC), em Brasília. As palestrantes Márcia Moreschi, da Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), Stela Rosa, da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), e Maria Thereza Fabro, do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), detalham, nestes três dias, os métodos a serem utilizados na execução do programa, nos Institutos Federais (IF's) espalhados pelo País.

Stela Rosa, uma das palestrantes, durante exposiçãoObjetivos do Mulheres Mil
Maria Thereza Fabro disse que o objetivo principal das mulheres que participam do projeto é ter um aumento da renda, além de ampliar a escolaridade, capacitar-se e inserir-se ou reinserir-se no mundo do trabalho.

A representante do IFMA afirmou, ainda, que, para implementarem o programa em suas comunidades,  os IF's precisam conhecer seu entorno. Ela citou casos específicos da área onde já foi implantada a primeira etapa do Mulheres Mil, no Maranhão. Thereza exemplificou a situação das comunidades adventistas, para as quais os cursos não podem ser oferecidos aos sábados. Ela ressaltou que o conhecimento dos grupos a serem atendidos é essencial.

Metodologia do Programa
Márcia Moreschi apresentou o histórico do Mulheres Mil e contou que o Programa surgiu, originalmente, no Canadá, por meio dos Colleges (Instituições equivalentes aos nossos IF's). Em uma parceria entre aquelas instituições canadenses e os Institutos Federais, a ideia foi implantada no Brasil por meio de um projeto-piloto, nas regiões Norte e Nordeste, entre os anos de 2007 e 2010.

No Canadá o programa atende pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente os casos em que se precisa de apoio para garantir a empregabilidade, e ajuda as vítimas de violência doméstica. Inicialmente, os canadenses assustaram-se com as condições materiais das mulheres brasileiras que seriam atendidas, conta Márcia. Segundo ela, a situação de precariedade dessas pessoas, no Brasil, era bem mais grave que a dos casos no Canadá.

O primeiro passo da metodologia, detalhou a palestrante, é a busca que os Institutos precisam fazer. Os IF's devem ir até as mulheres que serão incluídas. De acordo com Márcia, muitas dessas possíveis futuras estudantes dos IF's não confiam mais no poder público, o que exige das equipes de implantação um esforço para conquistar a confiança das comunidades.

Equipe necessária
Para implantar o Mulheres Mil, a Setec recomenda uma equipe com os seguintes componentes: gerente de projeto, orientador educacional e pedagogo, docentes das áreas do conhecimento exigido para o desenvolvimento do programa, assistente social e psicólogo, médico e odontólogo, educador especialista em pesquisa e inovação, educador técnico-administrativo, comunicador, educador especialista na metodologia do Mulheres Mil.

Márcia lembra que todos esses profissionais são necessários, mas que não precisam ter dedicação exclusiva e podem, em muitos casos, atuar no projeto com cargas-horárias mínimas.

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