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Experimentos, vivências e premiações: o trajeto de um futuro professor de Química dentro do IFB

Criado: Quinta, 15 de Outubro de 2020, 07h00 | Publicado: Quinta, 15 de Outubro de 2020, 07h00 | Última atualização em Quarta, 14 de Outubro de 2020, 10h24 | Acessos: 233

Pedro Henrique Marques Barboza tem apenas 24 anos, mas muita bagagem profissional e acadêmica adquirida na Licenciatura em Química cursada no Campus Gama do IFB. Já na reta final do curso, no 8º semestre, ele credita ao instituto e aos seus professores o conhecimento e a prática em sala de aula que tem hoje.

“Todo o conhecimento que eu adquiri na Licenciatura em Química eu devo ao IFB, porque sem o instituto nada disso seria possível. Os cursos feitos, as visitas técnicas, as participações em eventos de Iniciação Científica, as viagens para apresentar trabalhos, o intercâmbio, os conhecimentos passados a mim pelos professores de quem eu tive a honra de ser aluno e todos os profissionais do Instituto Federal de Brasília que fazem ele ser o que é hoje, só tenho a agradecer”, relatou.

Pedro iniciou o curso em 2016, quando aprovado na seleção do Sisu, e afirma que se sentiu acolhido pelo corpo docente desde os primeiros dias de aula. Nos primeiros semestres, já foi incentivado a participar de diversas atividades de desenvolvimento científico, como a Semana da Química e o ConectaIF. “No meu quarto semestre, entrei para o Laboratório de Qualidade e Propriedades Físicas e Químicas de Produtos Vegetais, sob a orientação do Prof. Dr. Marley Garcia, onde permaneci por 6 meses como voluntário; depois eu consegui uma bolsa de Iniciação Científica (PIBIC). Esse foi o período em que tive um enorme aprendizado sobre as diversas técnicas de extrações de compostos de produtos naturais”, lembra.

Sua primeira experiência em sala de aula, na posição de professor, veio antes disso, já no terceiro semestre do curso, quando foi monitor de Pré-Cálculo/ Cálculo l. “Nesse mesmo período, também fui monitor da disciplina de Laboratório de Química Geral I, ofertada aos alunos do Ensino Médio Integrado em Química. Essa foi a melhor experiência que já tive, pois, embora na posição de monitor, eu saía de cada aula tendo aprendido mais coisas do que havia ensinado aos alunos, o que servia para explicar os meus próprios questionamentos que vinham desde o ensino médio”, detalhou.

Pedro ressalta ainda a importância da sua participação em eventos científicos nos estados de Goiás e Mato Grosso, onde apresentou trabalhos e representou o IFB, alguns deles premiados com menção honrosa pela sua qualidade. Mas não para por aí! Dentro do IFB, Pedro teve a oportunidade de fazer intercâmbio também, o que muito contribuiu para seu desenvolvimento acadêmico. “Em 2018, fui aprovado em um edital do IFB para visita técnica nacional, que me concedeu bolsa para ir à Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP – USP) para conhecer o Laboratório de Parasitologia e acompanhar a rotina do desenvolvimento de pesquisas da área por uma semana, além de participar dos ensaios iniciais de atividade tripanocida do composto extraído e estudado por mim”, afirmou.

No mesmo ano, ele fez estágio obrigatório nas disciplinas de Química Geral I e Química Analítica do Ensino Médio Integrado em Química e seu maior desafio era perder a timidez frente aos alunos, o que acabou depois das aulas de Prática de Ensino vistas pelos alunos da Licenciatura. No ano passado, ele foi estudar em Portugal, no Instituto Politécnico de Bragança, por meio de outro edital que concedia bolsa de estudos para um semestre a alunos aprovados. “Lá eu fiz diversas matérias de laboratório e muitas vezes os métodos empregados eram os mesmos que tinha visto ao longo do meu curso e por isso pude ensinar aos meus colegas de classe a manipulação correta de reagentes, vidrarias e a explicação química das características observadas por eles durante o experimento. Por ser um aluno de Licenciatura, eu me preocupava bastante se os colegas estavam aprendendo de verdade as matérias que envolviam química e sempre me juntava com eles na biblioteca para tirar as dúvidas e prepará-los para as provas”, disse.

No segundo semestre de 2019, ele retornou ao Brasil e apresentou dois trabalhos no ConectaIF, que também foram premiados como os melhores da área. Mesmo sem a formação concluída, Pedro Henrique já exercia a docência com os colegas de classe, nas formações extrassala de aula, apresentações de trabalhos e experimentos químicos. Toda essa vivência aperfeiçoou sua postura na condução de aulas, no processo de ensino-aprendizagem e em outras atividades relacionadas ao exercício do magistério.

Atualmente, Pedro está finalizando o curso com o estágio obrigatório no IFB e conta que seu objetivo é fazer mestrado e doutorado e dar aulas para alunos do ensino superior. “Será uma grande oportunidade para incentivar os meus alunos a fazerem pesquisas, assim como meu orientador fez comigo e tantos outros colegas que passaram pelo Laboratório”, afirmou.

Para ele, ser professor está diretamente ligado à construção do futuro do nosso país. “Vou utilizar todas as ferramentas e ensinamentos que adquiri no IFB, tanto em matérias de prática de ensino quanto nos estágios obrigatórios que fiz, pra que minha aula seja a mais lúdica possível e que possa quebrar o paradigma de que a Química não tem aplicação no nosso cotidiano”, finalizou.

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