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Semana de Ciência, Arte e Cultura envolve comunidade do Recanto

Criado: Quarta, 05 de Junho de 2019, 08h37 | Publicado: Quarta, 05 de Junho de 2019, 08h37 | Última atualização em Quarta, 05 de Junho de 2019, 12h03 | Acessos: 525

Já imaginaram todas as salas de aula da escola com oficinas interativas, palestras, mostras culturais e exibição de filmes? Por cinco dias é o que está ocorrendo no Instituto Federal de Brasília/IFB Campus Recanto das Emas, com a realização da II Semana de Ciência, Arte e Cultura, evento aberto à comunidade, que começou segunda-feira (3) e termina na sexta-feira (7). 

“A força desta edição é a expressiva participação dos estudantes, que, ao ajudarem a construir a programação, têm o sentimento de pertencimento”, contou a coordenadora da Semana, Juliana Harumi, professora de Espanhol. A temática do evento é o eixo de ensino do campus: Produção Audiovisual. No entanto, explicou Juliana, neste ano “ampliamos as atividades com exposição científica, sessão de comunicação oral, com trabalhos acadêmicos de servidores e palestras de convidados externos”. O evento ainda traz um olhar especial para temáticas raciais, de gênero e de inclusão.

Roteiro — Na oficina “A criação do roteiro de cinema”, ministrada por Patrícia Dantas, do Coletivo de Cinema Caliandra Filmes, os estudantes precisavam criar uma personagem desde a infância, com os primeiros relacionamentos, familiares e escolares, reações e traumas, até a vida adulta, traçando um fio condutor. No chão da sala, vários cartazes com palavras inspiradoras para os futuros roteiristas. A estudante de Audiovisual Gesliene Nascimento, 21 anos, utilizou as palavras amor e medo em sua história dramática, em que ela narra a trajetória da menina Suiane, que, aos 10 anos, perdeu os pais e teve de enfrentar a vida com seu irmão caçula de cinco. “Ela tem medo de amar outras pessoas e depois perdê-las, como aconteceu com sua família”, explica Gesliane, que criou o roteiro fictício e pretende um dia filmar.

Artes — Na sala vizinha, cerca de 15 estudantes, inclusive de outros campi do IFB, participavam da oficina de “Soul Collage”, das professoras Mariana Fortunato, de Espanhol, e Jasciany Nobre, de Artes. A metodologia “colagem da alma” é um processo intuitivo que tem o objetivo, diz Jasciany, de “ajudar a se compreender, a se expressar, a tomada de consciência”. Os participantes foram convidados a escolher de três a seis imagens, sem números e letras, de diversas revistas. A partir daí eles colavam os recortes e montavam uma composição. Ao final eles explicavam o significado da nova imagem a partir da frase “Eu sou alguém que...”

Do lado de fora, com microfone e câmera na mão, três alunos do segundo ano do Ensino Médio Integrado ao curso Técnico em Produção Audiovisual faziam a cobertura do evento. Lucas Alves era o cinegrafista. “A improvisação e a experiência da prática ajudam muito”, afirmou, apressado, entre a captação de uma cena e outra.
Artesanato — A comunidade do Recanto das Emas e do Riacho Fundo II também estava presente. Artesãs da Associação Mãos que Criam Arte estão expondo e comercializando seus produtos no hall do campus. Dona Luzia Ribeiro mostrava com orgulho seus bordados. Vizinha do campus, ela contou que viu a escola literalmente nascer do zero. “Já mudou a realidade daqui, mas espero que mude muito mais. Nossos jovens precisam desta educação”, exclamou Luzia, que, aos 70 anos, ainda revelou um sonho: “Todos os dias a gente aprende alguma coisa. Eu quero aprender inglês no IFB

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